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domingo, 16 de julho de 2017
Leonardo Boff
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
Massacre Contra Indios Amazonenses
Viver ou vender a selva?
No dia 5 de junho, o presidente peruano Alan García levou a cabo um massacre contra indígenas na selva amazônica onde foram mortos mais de 40 pessoas e outras centenas ficaram feridas ou estão desaparecidas. Milhares de indígenas bloqueavam estradas no norte peruano em protesto contra decretos do governo que acabariam com a propriedade comunal da terra e privatizaria a terra, a água, a madeira e todos os recursos naturais, além de diminuir em 64% a área de regime florestal, colocando em sério risco a biodiversidade amazônica, uma das mais ricas do planeta. Estes decretos fazem parte do Tratado de Livre Comércio (TLC) assinado entre Peru e Estados Unidos e foram feitos depois que o congresso peruano votou uma lei permitindo o presidente Alan Garcia governar por decretos, ou seja, de forma ditatorial.
O TLC foi assinado em 2005 e tem provocado protestos desde então; em 2008, em bloqueios de estradas e manifestações em diversos estados, 4 pessoas foram mortas, e o governo decretou Estado de Emergência em 8 províncias. Em 2007, Alan García publicou um artigo dizendo claramente o que pretende. Para ele, as terras amazônicas deveriam ser vendidas a grandes lotes de 5000, 10000 e 20000 hectares (enormes latifúndios), pois assim trariam "tecnologia". No artigo, ele diz explicitamente que não reconhece o direito dos povos amazônicos sobre aquelas terras, o que nos dá a entender que pretende expulsá-los todos de lá. Para ele, os rios que correm para o mar, as madeiras e as terras estão ociosas, pois não são aproveitadas para gerar lucro. Nesta perspectiva, a única forma seria permitir a entrada de grandes empresas transnacionais, as mesmas que já destruíram vários outros ecossistemas e povos indígenas do mundo.
Alan García já foi presidente do Peru em 1986. Na ocasião, ele também levou a cabo, impunimente, o fusilamento de presos políticos que reivindicavam melhores condições nas prisões. A resistência dos indígenas amazônicos conseguiu fazer com que o governo peruano desse alguns passos atrás, cancelando alguns dos decretos que mais agridem a dignidade dos povos da floresta. Defendendo seus territórios, estes povos defendem toda a humanidade contra a ganância de empresas que, para crescer, destróem o planeta. Além disso, sua luta fez mostrar pro mundo mais um canto do planeta que resiste ao avanço colonial que já dura mais de 500 anos.
Atualização (23/06):: O governo peruano anulou todos os decretos-leis questionados pelas populações indígenas da Amazônia peruana.
Uma reportagem de Midia Independente
***Clique no título
No dia 5 de junho, o presidente peruano Alan García levou a cabo um massacre contra indígenas na selva amazônica onde foram mortos mais de 40 pessoas e outras centenas ficaram feridas ou estão desaparecidas. Milhares de indígenas bloqueavam estradas no norte peruano em protesto contra decretos do governo que acabariam com a propriedade comunal da terra e privatizaria a terra, a água, a madeira e todos os recursos naturais, além de diminuir em 64% a área de regime florestal, colocando em sério risco a biodiversidade amazônica, uma das mais ricas do planeta. Estes decretos fazem parte do Tratado de Livre Comércio (TLC) assinado entre Peru e Estados Unidos e foram feitos depois que o congresso peruano votou uma lei permitindo o presidente Alan Garcia governar por decretos, ou seja, de forma ditatorial.
O TLC foi assinado em 2005 e tem provocado protestos desde então; em 2008, em bloqueios de estradas e manifestações em diversos estados, 4 pessoas foram mortas, e o governo decretou Estado de Emergência em 8 províncias. Em 2007, Alan García publicou um artigo dizendo claramente o que pretende. Para ele, as terras amazônicas deveriam ser vendidas a grandes lotes de 5000, 10000 e 20000 hectares (enormes latifúndios), pois assim trariam "tecnologia". No artigo, ele diz explicitamente que não reconhece o direito dos povos amazônicos sobre aquelas terras, o que nos dá a entender que pretende expulsá-los todos de lá. Para ele, os rios que correm para o mar, as madeiras e as terras estão ociosas, pois não são aproveitadas para gerar lucro. Nesta perspectiva, a única forma seria permitir a entrada de grandes empresas transnacionais, as mesmas que já destruíram vários outros ecossistemas e povos indígenas do mundo.
Alan García já foi presidente do Peru em 1986. Na ocasião, ele também levou a cabo, impunimente, o fusilamento de presos políticos que reivindicavam melhores condições nas prisões. A resistência dos indígenas amazônicos conseguiu fazer com que o governo peruano desse alguns passos atrás, cancelando alguns dos decretos que mais agridem a dignidade dos povos da floresta. Defendendo seus territórios, estes povos defendem toda a humanidade contra a ganância de empresas que, para crescer, destróem o planeta. Além disso, sua luta fez mostrar pro mundo mais um canto do planeta que resiste ao avanço colonial que já dura mais de 500 anos.
Atualização (23/06):: O governo peruano anulou todos os decretos-leis questionados pelas populações indígenas da Amazônia peruana.
Uma reportagem de Midia Independente
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