segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Campanha Nacional contra o Genocídio do Povo Negro

Encontro com organizações juvenis negras de Salvador e região metropolitana para discutir a Campanha Nacional contra o Genocídio do Povo Negro e o Fundo de apoio à organizações juvenis negras do nordeste.

Dia: 30 de outubro (quinta-feira) , às 14h, na Casa do Benin


Campanha Nacional Contra o Exterminio da Juventude Negra: uma campanha em defesa da vida e da liberdade

Elder Mahin


Fonte: Profa.Lilian A.

Cidade Baixa na mira das Construtoras


DESAPROPRIAÇÃO DE CASAS NA CIDADE BAIXA - DECRETO MUNICIPAL 19.418 de 19 de março de 2009.
Palco de lutas e revoluções no passado, a chamada 'Cidade Baixa' agora está no foco de construtoras que querem os moradores 'comuns' fora de lá. Depois de destruirem toda a orla marítima com seus feios e enormes prédios, voltaram suas garras para o pôr do sol maravilhoso nosso de cada dia.
Como já fizeram na Gamboa, agora perseguem toda a orla - a chamada por nós de 'orla2', porque pobres moram praticamente à beira-mar. Muitas casas 'caindo aos pedaços' tem a honra e a felicidade de ser banhada pelo sol e pelo o mar todos os dias...para essas, a Prefeitura e Construtoras prometem contar os dias.
Várias providencias estão sendo tomadas...e tomara que haja realmente justiça feita aos antigos moradores. Tenho cá minhas dúvidas, já que a área de 40milm2 das ruínas da FABRICA SÃO BRÁS, tombada pelo IPAC, foi VENDIDA a franceses*.
Será que é por conta disso que deixaram o PARQUE SÃO BARTOLOMEU às traças?
Quem desdenha quer comprar - ou TOMAR!


*Faça download do projeto no 4SHARED na lateral do blog
Fotos: Nilton Souza

domingo, 27 de setembro de 2009

EMBAIXADA BRASILEIRA EM HONDURAS SOB ATAQUE




A embaixada do Brasil está sob ataque de bombas químicas fornecidas por Israel. A mulher do presidente Zelaya, Xiomara, enviou diversas fotos de bestas/militares lançando artefatos contra o prédio da legação brasileira.
"Um gás tóxico utilizado pelos militares para disperar as pessoas está sendo pulverizado. Há 60 pessoas aqui, e todas elas estão tentando respirar no pátio", disse Zelaya. O presidente deposto disse que, apesar de estar usando uma máscara, ficou com a garganta ressecada
Gás lacrimogêneo
O assessor de Zelaya Hugo Suazo afirmou ao canal de TV Telesur que militares e policiais hondurenhos lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a embaixada do Brasil e que o gás fez com que as pessoas que estão dentro da embaixada começassem a sangrar pelo nariz e a urinar.
Segundo Suazo, citado pela agência de notícias Ansa, eles estão sendo atendidos por médicos que se encontram no local. Suazo afirmou ainda que as autoridades locais bloquearam a entrada de mantimentos na sede da diplomacia brasileira em Tegucigalpa.

O Conselho de Segurança da ONU exigiu nesta sexta-feira que o governo interino de Roberto Micheletti encerrasse o cerco à embaixada brasileira, onde Zelaya permanece desde segunda-feira (21), quando retornou clandestinamente ao país, três meses depois de ter sido expulso do país. O Conselho também exigiu que se libere a entrada de suprimentos básicos como água, eletricidade e alimentos e que se encerre a interrupção nas comunicações.
O assessor de Zelaya Hugo Suazo afirmou ao canal de TV Telesur que militares e policiais hondurenhos lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a embaixada do Brasil e que o gás fez com que as pessoas que estão dentro da embaixada começassem a sangrar pelo nariz e a urinar.

"Há pessoas cuspindo sangue, outros têm dificuldade de respirar, sofrem dores no estômago, Há sintomas de pânico em algumas pessoas", disse Tamayo, que pediu um exame toxicólogico.



Fonte: Laerte Braga
Cartaoberro@serverlinux.revistaoberro.com.br


Ouça a Radio Hondurenha clicando no titulo da postagem.
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- QUERO ACREDITAR QUE NÃO SOMOS UM PAÍS SÓ DE BANANAS!
 

Radio Comunitária e Licença para tocar músicas

TJMG determina que Rádio Comunitária pare de explorar obras musicais, suspendendo toda transmissão de músicas pela Associação Comunitária Comunicação de Frutal - Rádio Cidade FM ,  até a obtenção da prévia licença autoral, sob pena de multa diária.

http:// www.abracocentrooeste.ning.com

Propagandas dirigidas às crianças tem limites?

O PL nº 5.921/2001 que tramita no Congresso Nacional e trata do tema da proibição da publicidade dirigida ao público infantil teve sua votação adiada na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Comércio e Indústria – CDEIC – da Câmara dos Deputados Federais para quarta-feira próxima, dia 30, em função do pedido de vista dos Deputados José Guimarães e Capitão Assumpção:

http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=43201

 

PEDOFILIA NO HAMAS?

Apesar de não ter diploma de Jornalista, costumo usar uma 'coisa' chamada bom-senso. Eu nunca na minha vida ouvi dizer que o povo do oriente era pedófilo! Nunca! E podem observar: qualquer desgraça que tem no mundo, qualquer catástrofe tem o dedo podre americano - inclusive na Ditadura Militar aqui no Brasil - ou voces não sabem que foram eles que construiram a estrada chamada 'curva do S', 'curva da morte' = a estrava velha do aeroporto São cristovão Salvador? Acreditam mesmo que aquela estrada foi feita às carreiras? Foi não. Foi proposital para escoamento de armas, homens e evitar ou por precaução de uma emboscada, que fossem seguidos...por aí.
A penúltima - com eles NADA é único!, é desacreditar e no popular 'esculhambar' o Hamas para legitimar matanças como a do Afeganistão, Iraque...vá lembrando aí porque a fila 'genocidada' anda!... Quem não conhece o MODUS OPERANDI ianque é melhor começar a PESQUISAR A HISTÓRIA.
Aquelas crianças eram as daminhas de casamento, como as que temos aqui, assim como temos aqui também o casamento em grupo que favorece as pessoas pobres que não tem condições de pagar!
Aceitem uma dica de uma mera podcaster: tome muito cuidado com esse tipo de coisa, seja na net, na tv, em revistas - voce pode estar contribuindo para um genocídio. Por acaso viram as fotos dos REBELDES no Afeganistão ou Iraque? viram as fotos da FABRICA DE ARMAS QUIMICAS? os AGENTES que eles chamavam estavam numa creche... e a 'fabrica' era laboratorio de aspirinas!
Cuidado também em espalhar que tem 'toque de recolher' no Suburbio Ferroviário, não vou dizer que aqui todo mundo é santinho...mas MORO aqui, a noite toda no bairro que moro, a molecada nem deixa a gente dormir com o corre-corre de brincadeiras!...Podem estar armando alguma coisa - SE LIGUEM SUBURBANOS!Lembrem-se que o MAL tem pernas MUITO LONGAS.

São Cosme e São Damião

A decapitação de São Cosme e São Damião, por Fra Angelico


Há relatos que atestam serem originários da Arábia, de uma família nobre de pais cristãos, no século III. Seus nomes verdadeiros eram ACTA e PASSIO.
Diziam "Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder".
Exerciam a medicina na Síria, em Egéia e na Ásia Menor, sem receber qualquer pagamento. Por isso, eram chamados de anargiros, ou seja, inimigos do dinheiro.
Cosme e Damião foram martirizados na Síria, porém é desconhecida a forma exata como morreram. Perseguidos por Diocleciano, foram trucidados e muitos fiéis transportaram seus corpos para Roma.
Foram sepultados no maior templo dedicado a eles, feito pelo Papa Félix IV (526-30), na Basílica no Fórum de Roma com as iniciais SS - Cosme e Damião.
Há várias versões para suas mortes, mas nenhuma comprovada por documentos históricos. Uma das fontes relata que eram dois irmãos, bons e caridosos, que realizavam milagres e por isso teriam sido amarrados e jogados em um despenhadeiro sob a acusação de feitiçaria e de serem inimigos dos deuses romanos.
Segundo outra versão, na primeira tentativa de matá-los, foram afogados, mas salvos por anjos. Na segunda, foram queimados, mas o fogo não lhes causou dano algum. Apedrejados na terceira vez, as pedras voltaram para trás, sem atingi-los. Por fim, morreram degolados.
O dia de São Cosme e Damião é celebrado também pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda onde são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa "o enfeitado" e Damião, "o popular".

Wiki

EM NOME DE DEUS

- THE LOVE IS PRATICALLY A LAW!





França.Idade Média.
Uma pena de pomba.Dois corações amargurados e apaixonados.Um só cruel destino.As tradições.A Igreja.Um amor que resistiu a tudo e a todos.
A história real de Peter Abelard, um nobre francês e Monge, e sua amada Abadessa Heloise, mulher forte, ambos intelectuais.A força de um amor com fome de sexo, que sobreviveu à castração...

Peter Abelard 1079-1142; e Heloise, 1101-1164; foram enterrados no Cemitério do Père-Lachaise - Paris.
Juntos finalmente, para sempre.
O Amor é praticamente uma lei!

Gia Marie Carangi







Filha de uma família envolta em brigas domésticas, de garçonete, Gia foi transformada numa supermodelo americana. Dona de uma beleza estonteante, a fama, o sucesso e a solidão,definiram o destino dessa garota que adorava loiras.
De ascenção a queda, da quedas à sargeta e miséria completa. Da heroína á cocaína injetável, essa bela mulher contraiu AIDS; como ainda não havia muito conhecimento sobre essa imunodeficiencia, faleceu aos 26 anos; conta sua mãe, que ao retirá-la da cama, soltou-se as carnes que ainda sobraram de seu corpo.
Gia morreu fez 23 anos.

Angelina Jolie, protagoniza o filme: Gia - Fama e Destruição.

PRAIA GRANDE - Assim não dá!

Ponto de Escada, hoje, às 11h50. Quase 1 hora e 1/2 esperando o ônibus para o Campo Grande; e ele chegou - quer dizer, passou ao largo, ignorando as pessoas que fizeram sinal para parar.
Número de Ordem 4859.
Esperemos que a Empresa dê um puxão de orelha nesse motorista. Metaforicamente falando é claro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A Árvore dos Mamulengos



Raul Seixas – Espaço Cultural, até 03 de outubro, sextas e sábados, 20h.




Endereço: Av. Sete de Setembro, 1.001 - Mercês

Salvadorcard EAD



Bom, isso é uma longa, longa história. Remonta desde 2005, quando o 3o. Grupo EAD/PROUNI Letras/Pedagogia, de uma determinada faculdade considerou uma afronta discriminativa aos direitos humanos e à legitimidade estudantil.
Originou-se Abaixos-Assinados e liminares para alunos PROUNI.Todos foram envolvidos na luta pela aquisição do Salvadorcard que foi com muita luta, conseguido.
Ocorre que essa Liminar apenas serviria para esse Grupo de estudantes universitários que se graduariam em 2008; isso aconteceu em Março de 2009, por conta de tantos feriados e greves. Com mais um tempo de margem de espera, o Salvadorcard foi suspenso ...
Entretanto, o Salvadorcard NÃO foi retirado, simplesmente porque NÃO EXISTIA para o EAD. Ele foi conseguido a duras penas pelo Grupo 3 PROUNI de uma faculdade que prefiro não revelar o nome, em 2006.
Na época, a Camara seja de Vereadores ou Deputados, não se posicionou apesar dos pedidos e de documentação enviada. Quem tomou a frente para conseguir essa direito foi o Presidente Lula, para quem também foram enviados abaixo-assinados,cartas,oficios...Um ofício enviado ao MEC, e o Governador Jacques Wagner. A Prefeitura ficou em silencio, absolutamente omissa.
Portanto, sem oba-oba, sem mídia e sem politicagem, alunos EAD PROUNI,fizeram respeitar seus direitos estudantis e constitucionais. Digo, Grupo 3, porque apesar de haver outros, eles se recusaram a entrar nessa 'briga' com a faculdade e o SETPS, coisa que beneficiariam a todos - inclusive à eles, posteriormente.
Logicamente que retirei desses prints, números de processos, nomes e entidades, já que o problema foi resolvido com o acato da faculdade, ao MEC e as leis.Não seria ético colocar aqui dados que poderiam ser ventilados erroneamente. Os nomes dos alunos - em torno de 300, também foram suprimidos, já que não tenho autorização para propagá-los.
Contudo, ficam os agradecimentos a todos que contribuiram para que esse Grupo conseguissem vencer na Justiça:
Alunos Grupo 3 Letras/Pedagogia 2005.
Presidente Luis Inácio
Ministério Público Estadual e Federal
SAJ
MEC
Pessoas amigas


Como podem sentir, a 'briga' foi feia!...

III FESMAN - adiado



Por vários motivos, inclusive de falta de tempo hábil para coordenação para tantos países e seus respectivos grupos de artes envolvidos nesse evento, o III Fesman agora caminha para reorganizar atuações, e conseguir apoio não apenas politico, assim como, financeiro, principalmente.
Todos continuam trabalhando para fortificar esse evento fantástico.
para maiores informações nos contatem na AFRICA 900 - Rua Carlos Gomes, em frente à Casa do Teatro Popular.

***clique no titulo da postagem para ouvir a chamada.

Professor Eduardo de Oliveira


Hino à Negritude”, criado pelo poeta e professor Eduardo de Oliveira,fundador e presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) .

BESOURO - O Filme






Um pedido especial -
Por favor valorize nossa prata da casa - Não disponibilize esse torrent/filme para download na net. Vamos lutar e trabalhar para que haja mais filmes como esse!

***clique no título da postagem para assistir o clip.

Residente Evil 5 - Racista?



A polêmica gira em torno desse jogo recém lançado da CAPCOM - Residente Evil 5, tido por muitos como um game preconceituoso e racista.
Julgue voce mesmo

Os Maias - México


Cenote Sagrado

A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, com uma rica história de 3000 anos. Contrariando a crença popular, o povo maia nunca "desapareceu", pois milhões ainda vivem na mesma região e muitos deles ainda falam alguns dialetos da língua original.
Wiki

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Yalorisà Mãe Hilda de Jitolu


MÃE HILDA DE JITOLU - Yalorisà Jeje
6 de Janeiro de 1923 / 19 de Setembro de 2009.


HINO DOS NEGROS (Hino à Negritude - Cântico à Africanidade Brasileira)

I
Sob o céu cor de anil das Américas
Hoje se ergue um soberbo perfil
É uma imagem de luz
Que em verdade traduz
A história do negro no Brasil
Este povo em passadas intrépidas
Entre os povos valentes se impôs
Com a fúria dos leões
Rebentando grilhões
Aos tiranos se contrapôs
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
II
Levantado no topo dos séculos
Mil batalhas viris sustentou
Este povo imortal
Que não encontra rival
Na trilha que o amor lh destinou
Belo e forte na tez cor de ébano
Só lutando se sente feliz
Brasileiro de escol
Luta de sol a solenidades
Para o bem de nosso país
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, horoi, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
III
Dos Palmares os feitos históricos
São exemplos da eterna lição
Que no solo Tupi
Nos legara Zumbi
Sonhando com a libertação
Sendo filho também da Mãe-África
Arunda dos deuses da paz
No Brasil, este Axé
Que nos mantém de pé
Vem da força dos Orixás
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São galardões aos negros de altivez
(bis)
IV

Que saibamos guardar estes símbolos
De um passado de heróico labor
todos numa só voz
Bradam nossos avós
Viver é lutar com destemor
Para frente marchemos impávidos
Que a vitória nos há de sorrir
Cidadãs, cidadãos
Somos todos irmãos
Conquistando o melhor por vir
Ergue a tocha no alto da glória
Quem, herói, nos combates, se fez
Pois que as páginas da História
São Galardões aos negros de altivez.



“Hino à Negritude”, criado pelo poeta e professor Eduardo de Oliveira, fundador e presidente do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB) .
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Suburbio Ferrovário de Salvador, berço de muitas revoltas escravas, onde começou a luta pela Independencia da Bahia e consequentemente do Brasil, onde é predominantemente negro por seu povo.
A Independencia foi e ainda é um grande fiasco, mas não nossa esperança, nossa força e nossa resistência. Africa agora está mais frágil - uma filha dileta se foi...E eu não a queria estrela: eu a queria tocha para caminhos de muitos.

Raça de Ratos!


Ah! Tão cruéis Oh, que raça de ratos! Oh, que raça de ratos Esta é a raça dos ratos Alguns para o bem, outros bastardos Alguns mascarados Oh, que raça de ratos, raça de ratos Alguns monstruosos, alguns bandidos Alguns provocadores Nesta raça de ratos, sim! Raça de ratos Estou cantando... Quando o gato não está os ratos dançam A violência politica enche a cidade Sim! Tirem os Rastas de suas bocas! Os rastas não trabalham para a C.I.A. Raça de ratos, raça de ratos, raça de ratos Quando pensamos que tudo está em paz e a comunidade segura, Vem a desgraça repentina Sim! Não esqueçam a história de voces,Conheçam seu destino, quando a agua é abundante o estupido morre de sede Corrida de ratos, corrida de ratos, corrida de ratos Oh, é uma desgraça ver a raça humana em uma raça de ratos, raça de ratos.
Tem a raça dos cavalos Tem a raça dos cães Tem a raça dos homens
Mas esta é uma raça de ratos, raça de ratos!

Tradução da música Rat Race de Robert Nesta Marley

Pesquisador ou “Araponga” – os limites da ética antropológica

A responsabilidade de um pesquisador que atua junto à coletividade precisa ser pautada por um processo de conduta ética e divulgação sincera sobre seus encaminhamentos de estudo no trato da abordagem com as comunidades e seus indivíduos. Com maior cuidado deveria ainda, nos encaminhamentos de conflitos por divergências de posições dos agentes sociais envolvidos, exercer a neutralidade necessária e ética, procedimento irrevogável a um pesquisador.
Usar o coletivo ou o indivíduo de uma comunidade sem fornecer claras informações dos objetivos do estudo que promove, principalmente para um antropólogo, é revogar a legitimidade da pesquisa; é criar ou perpetuar paradigmas de velhas formulações acadêmicas para as justificativas de sempre, pautadas em velhos preconceitos.
No Brasil as mudanças significativas ocorrem sempre a passos lentos e muito curtos, e diretamente os resultados não alteraram em valor os percentuais e volumes dos índices negativos humanos, econômicos e sociais, principalmente aos herdeiros que historicamente foram explorados pelo modelo escravista.
Por isso, nós do quilombo Pedra do Sal somos favoráveis às cotas. Incoerente seria não sermos! Somos a favor dos mecanismos de entrada diferenciada nas searas privilegiadas do Estado e da Sociedade daqueles a quem historicamente os modelos adotados pelas elites impuseram a exclusão.
Os herdeiros desses modelos, promotores da imobilidade, que nos deixaram de herança frases como “façamos a revolução antes que o povo a faça” e “questão social é caso de polícia” sofisticaram a manutenção dessa ferramenta da imobilidade.
Nas universidades públicas, onde os filhos das elites (de herança do velho status oligárquico ou burguês) ainda são maioria, esses paradigmas são reproduzidos; segundo os “guardiões” de um pensamento conservador, qualquer alternativa quantitativa de acesso dos mais pobres e excluídos historicamente é rejeitada, julgando que o qualitativo seria depreciado.
Não nos enganamos: as elites brasileiras perversamente nos vendem como coletivo para terem como indivíduos o eterno lugar ao sol. Seus discursos ao longo da história são renovadores para essa manutenção do status. Quando temos discernimento, nos são reveladores e assustadores o caos que presenciamos. Aí caímos em nós e acreditamos ter algo de fato a combater!
Num de seus artigos para o jornal O Globo e Estado de São Paulo, no ano de 2007, o filósofo Denis Lerrer Rosenfield, disse que nós quilombolas da Pedra do Sal “éramos mais nocivos à comunidade portuária do Morro da Conceição que os traficantes de droga da região”. Isso está registrado! Esse mesmo filósofo da UFRG, acadêmico de renome, é por vezes citado por seus pares em posição de argumentos que nos agride. Legitimado pelos seus, disse essa bobagem e ficou impune. Ele deferiu seu rancor conservadorista a trabalhadores e cidadãos de bem (no coletivo da comunidade organizada da Pedra do Sal não tem bandido).
É essa elite que não quer ver preto na universidade pública e nem quilombos titulados, e que com certeza parabeniza esse fascista. Para racistas somos racistas. Não estamos aqui para darmos a outra face. E também não acreditamos no “Franciscanismo abnegado” para mídia, desses “bons samaritanos”!
Neste momento, nós quilombolas da Pedra do Sal estamos diante de uma propaganda negativa a respeito de nossa identidade. Ela é silenciosa e perversa e já vem se desenrolando há algum tempo nos porões de uma militância cultural na região, que tem por interesse a posse do projeto de revitalização da área portuária. Falam de um tal de “Porto Cultural”, não seria um oPortunismo cultural? Eles se mobilizam na construção de evento “na Pedra do Sal”, espaço de afirmação de nossa identidade, como se nós não existíssemos; usam da nossa identidade, mas negam nossa existência e militância. Usam do poder econômico, que nós não temos, e uma relação de subserviência com o poder público no interesse de manutenção de verba, mesmo contra interesses das comunidades que na região existem.
Essas instituições “filantrópicas” são mantidas pelo erário público, detentores de projetos pela inclusão que mais parecem saídos do filme “Quanto vale ou é por quilo?” Vejam quantos empresários da miséria existem nesses projetos?... galinha dos ovos de ouro!
Nosso reconhecimento por comunidade de quilombo urbano é considerado, pelos que nos acusam de aproveitadores, uma irresponsabilidade da Fundação Cultural Palmares. Foi expresso oficialmente pela FCP que não houve ilegalidade na formulação desse procedimento de certificação da Comunidade Pedra do Sal. Isto é fato. Mas somos combativos e sabemos usar os mecanismos políticos e jurídicos como deve ser princípio de todo e qualquer cidadão bem formado e informado. Nos acusam por isso. Obrigado.
Nos querem submetidos e omissos. Essa é a melhor forma de nos dominar. Como eles conseguem pôr na boca de alguns que por aqui moram (e se constituíram alienados ao seu espaço e cultura) o que bem entendem, dizem que somos isolados. Não somos isolados. Somos, sim, combatidos por essa manipulação daqueles que têm poder de mídia e poder econômico na região. O silêncio nos é arma e estratégia. Já esclarece o ditado “quem fala demais...”
No 32° Encontro Anual da ANPOCS, no Grupo de Trabalho de número 1 (GT1) uma doutoranda de antropologia da UFRJ nos abordou como tema, e disse estar utilizando como objeto de pesquisa o “aparecimento” do quilombo Pedra do Sal. Criticou o relatório histórico antropológico feito por pesquisadores da UFF, por demanda administrativa do INCRA. Sobre isso não nos compete falar. Essa  competência de discussão do relatório é das pesquisadoras da UFF e do próprio INCRA que as contratou por demanda do processo de titulação. Nós, comunidade, já prestamos nosso papel: quando solicitadas entrevistas e amostras da comunidade, nos pusemos à disposição.
Entretanto, para nós, quilombolas da Pedra do Sal, foi leviana a postura dessa doutoranda em antropologia da UFRJ, pois nos usou como tema sem nos consultar e divulgou, sem nosso conhecimento prévio, dúvidas sobre nossa identidade quilombola, citando-nos de forma pejorativa: “por evasivo e liderança - que ela não identificou – sem nome e sem identidade profissional e cidadã”. Como se fossemos marginais!
Não há uma citação ao nome da liderança quilombola, mais expressiva da região, o Portuário Damião Braga, em seu texto apresentado nesse encontro; porém, ao coordenador da VOT são dados nome, sobrenome e nacionalidade – pois chefe se trata com respeito!
Foi assim também nos autos do processo que motivou nossa veemente divergência com a VOT a partir de 2004. Essa instituição religiosa franciscana e seus representantes, mesmo tendo conhecimento do nome do portuário quilombola Damião Braga, se dirigia a sua pessoa, em seus argumentos processuais, pelo pejorativo “Damião de Tal”. E o pior é que a Justiça do Estado do Rio de Janeiro não questionou o fato. A identidade étnica afrodescendente do Portuário Damião Braga, foi arrolada por argumento seu ao processo reintegração de posse em que era réu contra a VOT, ao denunciar preconceitos históricos secular na região, mas mesmo assim a disposição pejorativa a direção de sua pessoa nunca foi argumento particularizado no processo por falta grave, mesmo pelo MPF de forma veemente. Ainda esperamos essa retratação!
Caso soubéssemos e tivéssemos consciência da pesquisa da doutoranda em Antropologia poderíamos até rever situações de apresentação de nossas falas (apesar do momento delicado provocado pelos ataques que sofremos em 2007 pelos representantes e contratados da VOT em suas instalações escolares na região, acusando-nos para o povo local de que queríamos acabar com elas – as escolas), não por obrigação, mas por gentileza, caso fossemos devida e francamente abordados.
Mas o que ocorreu foi uma aproximação dissimulada, por parte da doutoranda em Antropologia. Sua postura foi tão leviana, que só soubemos de sua proposta de pesquisa vasculhando a Internet. Em nenhum momento ela se propôs dizer o que de fato fazia quando aprecia esporadicamente aos nossos olhos. O velho S N I fez escola na academia.
Essa pesquisadora presta serviços à Revista Batucada Brasileira – instituição do IBB, patrocinado pela Petrobras e de posição contrária ao quilombo Pedra do Sal. Esta instituição, que adotamos recíproca indiferença, recebeu o Presidente da FCP, Sr Zulu Araújo (gestor público de responsabilidade na preservação de patrimônio e nossas matrizes afrodescendente / gestor da instituição que nos reconhece) nesse primeiro semestre de 2009, para pedir parceria num projeto de revitalização arquitetônica em nome do Afoxé Filhos de Gandhi da Cidade do Rio de Janeiro (que não é, como deveria ser, o proponente desse pedido). Por que não o Gandhi, na sua legitimidade cultural não é o agente ativo de suas demandas? Por que essa transferência?
Essa doutoranda já foi vista na região acompanhando atividades realizadas para VOT, quando disse a terceiros ser apenas amiga de um contratado da instituição (achamos que um fotógrafo). A nossa primeira fala foi da necessidade de neutralidade do pesquisador; depois da dissimulação, que depõe contra a legitimidade de conduta do pesquisador e condução da pesquisa! O recado foi dado. Como não fomos nominalmente citados pela pesquisadora estamos devolvendo na mesma moeda sua indelicadeza, não lhe citando o nome e nem sobrenome. Que fique bem claro e público, com essa não queremos conversa!
Não temos mais o que discutir! Falem o que quiserem. Responderemos com Luta!


ARQPEDRA